Carla é gestante e, com 13 semanas de gestação, iniciou pré-natal com enfermeira da Equipe de Saúde da Família. Na primeira consulta, apresentou resultado positivo para sífilis em teste rápido. Nega exames ou tratamento prévios. Exame clínico sem alterações. No momento da abertura do pré-natal, o caso de sífilis foi notificado à Vigilância e a enfermeira prescreveu penicilina benzatina, 2,4 milhões UI por semana, durante 3 semanas. A paciente refere que teve duas parcerias sexuais no último ano: Mateus, de quem está grávida e com quem não mantém mais relações sexuais há 8 semanas; e Sandro, o atual namorado, com quem iniciou relações há 3 semanas. O teste rápido de sífilis de Mateus foi positivo e o de Sandro foi negativo. Ambos sem exames ou história de tratamento prévios. Para as questões a seguir, considere as recomendações do Protocolo do Ministério da Saúde e a dose de penicilina benzatina de 2,4 milhões UI.
Baixa adesão começa com pergunta aberta, não com advertência.
Entrevista centrada na pessoa explora obstáculos, valores e soluções possíveis antes de prescrever comportamento.
Na sífilis gestacional, busca ativa e tratamento oportuno devem ser firmes, mas sem romper o vínculo.
A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.
O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.
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Contexto
A baixa adesão ao pré-natal pode decorrer de transporte, horário de trabalho, cuidado de outros filhos, medo, estigma, violência, dificuldades familiares, efeitos adversos do tratamento ou experiências negativas com o serviço. A primeira abordagem deve identificar essas barreiras sem julgamento. Perguntas abertas ampliam a narrativa e permitem que a equipe construa soluções concretas com a gestante.
A comunicação inicial deve preservar vínculo e autonomia. Ameaças, culpabilização e presunção de uma causa específica tendem a aumentar afastamento do serviço. A visita domiciliar deve oferecer escuta, informação e pactuação de um plano viável, inclusive flexibilização de horários, busca ativa e apoio da equipe quando necessário.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). A frase usa pergunta aberta, reconhece que pode haver obstáculos ainda desconhecidos e oferece ajuda prática. Essa formulação favorece vínculo e decisão compartilhada.
B) Incorreta. Ameaçar encaminhamento ao Conselho Tutelar transforma a consulta em coerção e pode afastar a gestante. O risco fetal deve ser explicado, mas não como punição.
C) Incorreta. Violência deve ser investigada com privacidade e sensibilidade quando houver suspeita, porém a pergunta já presume que o namorado seja a causa da ausência e restringe a resposta.
D) Incorreta. A informação sobre sífilis congênita é verdadeira, mas a fala é unilateral e não identifica por que Carla falta às consultas. Informação isolada não substitui exploração das barreiras.