Trabalho de parto prematuro e RPMO

Acesso diretoComentada pelo MedBoard
Questão 38
USP-SP · 2023

Gestante de 25 anos, 3G:2PN, chega ao pronto-socorro referindo dor em hipogástrio há 3 horas. Hoje com 33semanas e 2 dias de gestação. Ao exame clínico: PA113x76 mmHg, FC 74 bpm, presença de duas contrações uterinas por 10 minutos de fraca intensidade. Toque vaginal com colo grosso, posterior, pérvio para 3 cm, apresentação cefálica alta e móvel. Após analgesia, refere melhora das dores. Foi feita uma reavaliação do exame obstétrico que não demonstrou evolução do colo uterino, permanecendo com a mesma dilatação. Realiza a cardiotocografia apresentada.

Figura da questão 38 da USP-SP 2023
Figura da questão

Com relação ao caso apresentado acima, qual é a conduta clínica nesse momento?
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

Trabalho de parto prematuro exige contrações uterinas acompanhadas de modificação cervical progressiva. Nesta gestante, as contrações eram fracas, a dor melhorou após analgesia e o colo permaneceu grosso, posterior e com a mesma dilatação após reavaliação. A cardiotocografia é tranquilizadora.

Pela lógica da questão, a ausência de evolução cervical afasta trabalho de parto prematuro estabelecido e permite alta com orientação de sinais de alarme. A paciente deve retornar imediatamente diante de contrações regulares e progressivas, perda de líquido, sangramento vaginal, redução de movimentos fetais ou piora da dor.

Na prática, uma dilatação de 3 cm com 33 semanas merece avaliação individualizada e baixo limiar para observação adicional, especialmente se houver dúvida sobre o exame inicial, antecedente de prematuridade ou dificuldade de acesso ao serviço. Isso não altera o gabarito, que considera a reavaliação estável e o traçado fetal normal suficientes para alta.

Alternativa por alternativa

A) Incorreta. Internação e tocólise são indicadas quando há trabalho de parto prematuro verdadeiro e benefício esperado em adiar o parto. Não houve progressão cervical.

B) Incorreta. A paciente já foi observada, recebeu analgesia e foi reavaliada sem mudança do colo. A questão não fornece elemento que torne obrigatória nova permanência por seis horas.

C) Correta (gabarito). Ausência de progressão cervical, melhora dos sintomas e vitalidade fetal tranquilizadora permitem alta com instruções claras de retorno.

D) Incorreta. Não se programa simplesmente nova vitalidade em 48 horas. A avaliação atual é normal, e qualquer recorrência de sintomas exige retorno imediato, não espera programada.

Bizu MedBoard
  • A pegadinha central é diagnosticar trabalho de parto prematuro apenas pela presença de contrações.

  • Contração sem mudança cervical progressiva pode representar falso trabalho de parto.

  • Alta segura exige orientação objetiva sobre perda de líquido, sangramento, contrações, dor e movimentos fetais.

Estudar tudo por igual é o que faz o seu tempo não render.

A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.

O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.

Criar conta grátis
Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Trabalho de parto prematuro e RPMO” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
Treinar este tema →