Gestante de 25 anos, 3G:2PN, chega ao pronto-socorro referindo dor em hipogástrio há 3 horas. Hoje com 33semanas e 2 dias de gestação. Ao exame clínico: PA113x76 mmHg, FC 74 bpm, presença de duas contrações uterinas por 10 minutos de fraca intensidade. Toque vaginal com colo grosso, posterior, pérvio para 3 cm, apresentação cefálica alta e móvel. Após analgesia, refere melhora das dores. Foi feita uma reavaliação do exame obstétrico que não demonstrou evolução do colo uterino, permanecendo com a mesma dilatação. Realiza a cardiotocografia apresentada.

A pegadinha central é diagnosticar trabalho de parto prematuro apenas pela presença de contrações.
Contração sem mudança cervical progressiva pode representar falso trabalho de parto.
Alta segura exige orientação objetiva sobre perda de líquido, sangramento, contrações, dor e movimentos fetais.
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Contexto
Trabalho de parto prematuro exige contrações uterinas acompanhadas de modificação cervical progressiva. Nesta gestante, as contrações eram fracas, a dor melhorou após analgesia e o colo permaneceu grosso, posterior e com a mesma dilatação após reavaliação. A cardiotocografia é tranquilizadora.
Pela lógica da questão, a ausência de evolução cervical afasta trabalho de parto prematuro estabelecido e permite alta com orientação de sinais de alarme. A paciente deve retornar imediatamente diante de contrações regulares e progressivas, perda de líquido, sangramento vaginal, redução de movimentos fetais ou piora da dor.
Na prática, uma dilatação de 3 cm com 33 semanas merece avaliação individualizada e baixo limiar para observação adicional, especialmente se houver dúvida sobre o exame inicial, antecedente de prematuridade ou dificuldade de acesso ao serviço. Isso não altera o gabarito, que considera a reavaliação estável e o traçado fetal normal suficientes para alta.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Internação e tocólise são indicadas quando há trabalho de parto prematuro verdadeiro e benefício esperado em adiar o parto. Não houve progressão cervical.
B) Incorreta. A paciente já foi observada, recebeu analgesia e foi reavaliada sem mudança do colo. A questão não fornece elemento que torne obrigatória nova permanência por seis horas.
C) Correta (gabarito). Ausência de progressão cervical, melhora dos sintomas e vitalidade fetal tranquilizadora permitem alta com instruções claras de retorno.
D) Incorreta. Não se programa simplesmente nova vitalidade em 48 horas. A avaliação atual é normal, e qualquer recorrência de sintomas exige retorno imediato, não espera programada.