Primigesta, 41 anos de idade, gestação após ciclo natural induzido. É hipertensa crônica em uso de metildopa 750 mg por dia. Teve data da última menstruação em 18/06/2023. Comparece em primeira consulta de pré-natal com os seguintes exames:

Considere que a paciente veio para consulta neste dia (10/12/2023). Toda a rotina pré-natal foi realizada adequadamente com resultados dentro dos parâmetros de normalidade.
Pegadinha central: calcule a idade gestacional antes de escolher o exame; em 10/12/2023 a paciente está com 25 semanas exatas.
Morfológico e avaliação do colo têm janela típica até cerca de 24 semanas.
Ecocardiograma fetal é idealmente feito entre 18 e 22 semanas, mas pode ser realizado aos 25 semanas quando há indicação.
Gemelaridade monocoriônica é indicação formal; idade materna avançada isolada não é indicação universal.
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Contexto
Da data da última menstruação em 18/06/2023 até 10/12/2023 decorrem exatamente 175 dias, correspondentes a 25 semanas de gestação. A ultrassonografia inicial mostra dois sacos gestacionais, indicando gestação gemelar. O enunciado afirma que a rotina pré-natal foi realizada adequadamente e que os resultados anteriores estavam normais, de modo que se deve escolher o exame especializado ainda pertinente nessa fase.
A Diretriz da American Society of Echocardiography de 2023 informa que a janela ideal para ecocardiografia fetal transabdominal completa é de 18 a 22 semanas, mas o exame continua tecnicamente realizável após esse período. A mesma diretriz considera a ecocardiografia indicada em gemelaridade monocoriônica e passível de consideração após fertilização in vitro. A idade materna avançada isoladamente não é indicação universal. Nesta questão, a banca combina concepção após indução, gestação múltipla e exclusão das janelas dos outros exames para apontar o ecocardiograma fetal.
Existe uma ressalva de atualização: nem toda gestação gemelar dicoriônica após simples indução ovulatória exige ecocardiograma fetal se a avaliação cardíaca morfológica foi excelente e não há outro fator de risco. O gabarito D é mantido porque é a resposta esperada pela lógica e pelo protocolo da prova.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. O Doppler das artérias uterinas é voltado à avaliação da placentação e ao risco de pré-eclâmpsia, com maior utilidade em janela mais precoce. Aos 25 semanas, não é o próximo exame fetal mais específico entre as opções.
B) Incorreta. A ultrassonografia morfológica de segundo trimestre deveria ter sido realizada na janela de aproximadamente 20 a 24 semanas, especialmente porque o enunciado afirma que a rotina foi cumprida adequadamente.
C) Incorreta. A medida do colo uterino avalia risco de parto prematuro e não a anatomia fetal. Sua janela de rastreamento habitual também se encerra por volta de 24 semanas, salvo indicação clínica específica.
D) Correta (gabarito). Aos 25 semanas, com gestação múltipla após indução e rotina morfológica já concluída, o ecocardiograma fetal é o exame especializado que permanece pertinente para avaliação detalhada da anatomia e função cardíacas.