Mulher, 31 anos, foi submetida a colecistectomia laparoscópica devido a colecistite aguda litiásica com 01 dia de evolução. O achado intraoperatório evidenciou vesícula biliar inflamada, sem coleções e necrose. O procedimento foi feito sem intercorrências.
A pegadinha é continuar antibiótico porque a indicação cirúrgica foi infecciosa: foco controlado e colecistite não complicada dispensam antibiótico pós-operatório.
Colecistectomia laparoscópica sem intercorrência permite dieta e mobilização precoces.
Jejum pós-operatório não deve ser automático; depende de íleo, náusea persistente ou complicação.
Antibiótico prolongado é reservado para doença grave ou controle de foco inadequado.
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Contexto
A paciente teve colecistite aguda litiásica com apenas um dia de evolução, sem necrose, abscesso, perfuração ou intercorrência operatória. A colecistectomia removeu o órgão infectado e obteve controle definitivo do foco. Nesse cenário, a recuperação deve priorizar analgesia, prevenção de náuseas, mobilização e realimentação oral precoce conforme tolerância.
A Surgical Infection Society 2022 recomenda não manter antibióticos no pós-operatório de colecistectomia laparoscópica por colecistite aguda leve ou moderada quando o controle do foco foi adequado. Antibiótico prolongado é reservado para situações como colecistite grave com disfunção orgânica, perfuração, abscesso, necrose, bacteremia ou foco não controlado.
A alternativa A oferece dieta leve, analgesia e antiemético se necessário, sem ceftriaxona ou metronidazol. Isso é compatível com recuperação acelerada. Em protocolos atuais, a solução venosa também deve ser reduzida e suspensa assim que a ingestão oral estiver adequada, mas esse detalhe não torna outra opção superior.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). Permite dieta precoce, oferece analgesia e deixa antiemético para uso sintomático, sem prolongar antibióticos após controle completo de uma colecistite não complicada.
B) Incorreta. Manter jejum sem indicação atrasa recuperação, aumenta desconforto e prolonga desnecessariamente a dependência de hidratação venosa. Ausência de náusea persistente, íleo ou complicação permite alimentação.
C) Incorreta. O jejum é desnecessário e ceftriaxona com metronidazol não deve ser mantida depois de colecistectomia não complicada com foco controlado. A presença de dois erros torna a prescrição excessiva.
D) Incorreta. A dieta precoce está correta, mas o antibiótico pós-operatório não traz benefício neste caso e aumenta risco de eventos adversos, seleção de resistência e infecção por Clostridioides difficile.