Mulher, 45 anos, apresenta há 2 anos lesão eritematosa, infiltrada, bem delimitada no antebraço esquerdo, conforme figura apresentada. Peso de 67 kg. Testes realizados demonstraram sensibilidades térmica, dolorosa e tátil diminuídas.

A pegadinha é pedir exames laboratoriais para todos: o rastreamento dos contatos começa pelo exame dermatoneurológico.
Considere quem reside ou residiu com o caso nos cinco anos anteriores ao diagnóstico.
Autoexame complementa, mas não substitui, a avaliação profissional.
A situação da BCG deve ser verificada conforme o protocolo vigente.
A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.
O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.
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Contexto
O PCDT da Hanseníase do Ministério da Saúde de 2022 define contato domiciliar como toda pessoa que resida ou tenha residido, conviva ou tenha convivido com o caso no ambiente doméstico durante os cinco anos anteriores ao diagnóstico. A vigilância de contatos busca detectar doença ainda discreta e interromper a cadeia de transmissão.
A medida central é avaliação presencial dermatológica e neurológica: inspeção de toda a pele, teste de sensibilidade em áreas suspeitas, palpação de nervos periféricos, pesquisa de dor neural, parestesias e perda de força. Os contatos também devem receber orientação sobre sinais e sintomas e ter a situação da BCG avaliada conforme o calendário e o protocolo vigentes.
Baciloscopia, histopatologia e testes auxiliares não são rastreamento universal para contatos assintomáticos. Eles são utilizados quando o exame clínico identifica lesão ou alteração neural suspeita ou em estratégias específicas depois da avaliação dermatoneurológica. Autoexame é educativo, mas não substitui a consulta.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Não se submetem todos os contatos assintomáticos a baciloscopia, teste rápido e biópsia. Histopatologia é invasiva e fica reservada a situações diagnósticas duvidosas; a avaliação inicial é clínica.
B) Incorreta. Ensinar autoexame é útil, mas insuficiente como única medida. Além disso, o recorte epidemiológico correto abrange convivência domiciliar nos cinco anos anteriores ao diagnóstico, não apenas dois anos.
C) Incorreta. Contato telefônico não permite testar sensibilidade, palpar nervos ou identificar fraqueza. O período de três anos também não corresponde à definição adotada para investigação dos conviventes.
D) Correta (gabarito). Os moradores atuais e anteriores que conviveram no domicílio durante os cinco anos prévios devem passar por avaliação dermatoneurológica presencial e receber orientação e avaliação vacinal.