Infecções e infestações cutâneas

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Questão 60
USP-SP · 2024

Mulher, 45 anos, apresenta há 2 anos lesão eritematosa, infiltrada, bem delimitada no antebraço esquerdo, conforme figura apresentada. Peso de 67 kg. Testes realizados demonstraram sensibilidades térmica, dolorosa e tátil diminuídas.

Figura da questão 60 da USP-SP 2024
Figura da questão

Considerando o achado mais provável, assinale qual a orientação em relação aos contactantes da paciente.
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

O PCDT da Hanseníase do Ministério da Saúde de 2022 define contato domiciliar como toda pessoa que resida ou tenha residido, conviva ou tenha convivido com o caso no ambiente doméstico durante os cinco anos anteriores ao diagnóstico. A vigilância de contatos busca detectar doença ainda discreta e interromper a cadeia de transmissão.

A medida central é avaliação presencial dermatológica e neurológica: inspeção de toda a pele, teste de sensibilidade em áreas suspeitas, palpação de nervos periféricos, pesquisa de dor neural, parestesias e perda de força. Os contatos também devem receber orientação sobre sinais e sintomas e ter a situação da BCG avaliada conforme o calendário e o protocolo vigentes.

Baciloscopia, histopatologia e testes auxiliares não são rastreamento universal para contatos assintomáticos. Eles são utilizados quando o exame clínico identifica lesão ou alteração neural suspeita ou em estratégias específicas depois da avaliação dermatoneurológica. Autoexame é educativo, mas não substitui a consulta.

Alternativa por alternativa

A) Incorreta. Não se submetem todos os contatos assintomáticos a baciloscopia, teste rápido e biópsia. Histopatologia é invasiva e fica reservada a situações diagnósticas duvidosas; a avaliação inicial é clínica.

B) Incorreta. Ensinar autoexame é útil, mas insuficiente como única medida. Além disso, o recorte epidemiológico correto abrange convivência domiciliar nos cinco anos anteriores ao diagnóstico, não apenas dois anos.

C) Incorreta. Contato telefônico não permite testar sensibilidade, palpar nervos ou identificar fraqueza. O período de três anos também não corresponde à definição adotada para investigação dos conviventes.

D) Correta (gabarito). Os moradores atuais e anteriores que conviveram no domicílio durante os cinco anos prévios devem passar por avaliação dermatoneurológica presencial e receber orientação e avaliação vacinal.

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  • A pegadinha é pedir exames laboratoriais para todos: o rastreamento dos contatos começa pelo exame dermatoneurológico.

  • Considere quem reside ou residiu com o caso nos cinco anos anteriores ao diagnóstico.

  • Autoexame complementa, mas não substitui, a avaliação profissional.

  • A situação da BCG deve ser verificada conforme o protocolo vigente.

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Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Infecções e infestações cutâneas” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
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