Insuficiência respiratória aguda e via aérea

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Questão 2
USP-SP · 2024

Paciente de 2 meses, sexo masculino, em uso de fórmula láctea de partida, foi internado em leito de enfermaria há 24 horas. Na admissão, apresentava história de tosse e coriza há dois dias e desconforto respiratório há um dia. Ao exame clínico, neste momento, paciente segue com desconforto respiratório, apresenta ausculta respiratória com sibilos e estertores em bases bilateralmente, tiragem subdiafragmática leve/moderada, FR: 71 ipm, FC: 168 bpm, SpO2 94% em cateter nasal de oxigênio 2 L/min. Peso: 4 kg. 

As anotações nos controles de enfermagem, o exame de imagem realizado e a prescrição atual são demonstrados a seguir: Assinale a alternativa que apresenta a conduta indicada para esse paciente, neste momento.

Figura da questão 2 da USP-SP 2024
Figura da questão

O lactente evoluiu algumas horas depois com piora do cansaço, apresentando tiragens importantes e batimento de asa nasal, com SpO2 de 90% em cateter nasal 2 L/min. Foi optado por escalonar suporte respiratório.

Assinale a alternativa que contem o dispositivo mais adequado neste momento e o respectivo fluxo a ser utilizado inicialmente.
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

O lactente com bronquiolite piorou apesar do oxigênio convencional: apresenta tiragens importantes, batimento de asa nasal e SpO2 de 90% com cateter nasal a 2 L/min. Isso caracteriza falha do suporte de baixo fluxo e indica escalonamento para cânula nasal de alto fluxo aquecido e umidificado, que melhora a oferta de oxigênio, reduz a resistência nasofaríngea, lava o espaço morto e pode gerar pressão distensora variável.

O fluxo inicial pediátrico é habitualmente ajustado ao peso, em torno de 2 L/kg/min. Para 4 kg, o cálculo é 2 vezes 4, totalizando 8 L/min. A fração inspirada de oxigênio deve ser titulada para a meta de saturação, com reavaliação precoce de frequência respiratória, retrações, frequência cardíaca e oxigenação; ausência de melhora exige suporte mais avançado e avaliação intensiva.

Alternativa por alternativa

A) Incorreta. A imagem mostra máscara facial conectada a sistema de baixo fluxo a 5 L/min. Ela pode aumentar a oferta de oxigênio, mas não corresponde ao alto fluxo aquecido e umidificado calculado por peso e oferece suporte insuficiente diante da falha já documentada.

B) Incorreta. A imagem mostra máscara acoplada a circuito aquecido e umidificado a 6 L/min. Embora seja uma interface de suporte respiratório, não é a cânula nasal de alto fluxo solicitada e o fluxo está abaixo dos 8 L/min calculados para 4 kg.

C) Correta (gabarito). A imagem representa cânula nasal conectada ao sistema de alto fluxo aquecido e umidificado, ajustado a 8 L/min, exatamente 2 L/kg/min para o lactente de 4 kg.

D) Incorreta. A imagem mostra cânula nasal convencional a 15 L/min. Fluxo elevado em cânula comum, sem sistema apropriado de aquecimento, umidificação e controle, não equivale a terapia nasal de alto fluxo e pode causar desconforto e lesão de mucosa.

Bizu MedBoard
  • A pegadinha central é reconhecer que alto fluxo não é apenas aumentar o fluxômetro; exige equipamento aquecido e umidificado e interface própria.

  • Na bronquiolite com falha do baixo fluxo, use como referência inicial 2 L/kg/min: 4 kg correspondem a 8 L/min.

  • Reavalie cedo. Persistência de hipoxemia, apneia, exaustão ou piora do esforço indica falha e necessidade de escalonamento.

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Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Insuficiência respiratória aguda e via aérea” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
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