Insuficiência cardíaca

Acesso diretoComentada pelo MedBoard
Questão 40
USP-SP · 2025

Você vai realizar uma consulta domiciliar para um paciente de 72 anos de idade, que recebeu alta há dois dias. Ele estava internado devido a uma descompensação de insuficiência cardíaca. É a quinta internação ao longo de 1 ano. Ele permanece a maior parte do dia sentado com dispneia, mesmo com o tratamento otimizado. Antecedentes: infarto agudo do miocárdio, diabetes melito, hipertensão arterial e dislipidemia. Aposentado há 8 anos, é casado, tem dois filhos e uma neta com quem tem ótima relação. Mini exame do estado mental: 28/30.

Em relação ao seguimento, deve-se
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

O paciente apresenta insuficiência cardíaca avançada: permanece com dispneia em repouso ou aos mínimos esforços apesar de tratamento otimizado e teve cinco internações em um ano. Rehospitalizações frequentes, sintomas refratários e dependência funcional são gatilhos para integração de cuidados paliativos, mesmo que tratamentos cardiológicos modificadores de prognóstico continuem.

A Diretriz AHA/ACC/HFSA de Insuficiência Cardíaca de 2022 recomenda cuidados paliativos e de suporte para todos os pacientes com insuficiência cardíaca, com intensificação na doença avançada. A abordagem inclui controle de dispneia e ansiedade, compreensão do prognóstico, valores pessoais, local preferido de cuidado, decisões sobre internações, reanimação, dispositivos e diretivas antecipadas de vontade.

O mini exame de 28/30 e a história não sugerem incapacidade decisória. A conversa deve ser realizada diretamente com o paciente, convidando família conforme sua preferência. Diretivas antecipadas são discutidas enquanto ele pode expressar escolhas, não apenas nas últimas horas de vida.

Alternativa por alternativa

A) Incorreta. A família não deve receber primeiro uma informação que pertence ao paciente capaz. O correto é perguntar ao próprio paciente quanto deseja saber e quem deseja incluir na conversa.

B) Correta (gabarito). A doença avançada e as internações repetidas indicam introduzir cuidados paliativos e planejamento antecipado agora, de maneira compartilhada e compatível com a continuidade do tratamento cardíaco.

C) Incorreta. Reabilitação e medidas de qualidade de vida podem ser úteis, mas não substituem a abordagem paliativa. Esperar piora adicional perde a oportunidade de planejar decisões com o paciente lúcido.

D) Incorreta. Cuidados paliativos não significam internação em unidade especializada. Podem ser oferecidos pela Atenção Primária, cardiologia, atenção domiciliar e equipe especializada conforme complexidade.

Bizu MedBoard
  • Pegadinha: cuidados paliativos não exigem suspensão do tratamento da insuficiência cardíaca.

  • Sintomas refratários e internações repetidas são gatilhos para abordagem paliativa precoce.

  • Diretivas antecipadas devem ser discutidas com o paciente capaz, antes de uma crise retirar sua autonomia.

  • A família participa conforme vontade do paciente, não como substituta automática de sua decisão.

Estudar tudo por igual é o que faz o seu tempo não render.

A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.

O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.

Criar conta grátis
Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Insuficiência cardíaca” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
Treinar este tema →