Você está de plantão na enfermaria de pediatria e há disponibilidade de 3 leitos para internação. Há um quarto compartilhado de enfermaria que comporta dois leitos com distância de 2 metros entre eles e um quarto de isolamento respiratório com um leito. No pronto-socorro infantil, três crianças com bronquiolite aguardam internação: Enzo com vírus sincicial respiratório; Miguel com parainfluenza 3 e Caio com Influenza A.
A pegadinha é colocar todo vírus respiratório em gotículas: influenza usa gotículas; VSR e parainfluenza usam contato.
Antes da identificação etiológica, bronquiolite pode exigir contato mais gotículas até excluir influenza e adenovírus.
Coorte ideal reúne o mesmo agente; vírus diferentes só compartilham quarto quando a estrutura obriga e com barreiras rigorosas.
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Contexto
Após identificação do agente, as precauções devem seguir o modo predominante de transmissão. O Apêndice A do CDC recomenda precaução de contato para vírus sincicial respiratório e parainfluenza em lactentes e crianças pequenas, durante a doença, e precaução por gotículas para influenza, além das precauções padrão.
Assim, Caio deve ocupar o quarto destinado à precaução por gotículas. Enzo e Miguel podem ser colocados no quarto compartilhado sob precaução de contato no arranjo proposto, com dois metros entre leitos, equipamentos individualizados, higiene de mãos e troca de avental e luvas entre pacientes.
Há uma ressalva prática: o ideal é quarto individual ou coorte de pacientes com o mesmo agente. Como VSR e parainfluenza são vírus distintos, compartilhá-los não seria a primeira escolha se houvesse mais quartos. Diante da limitação descrita e das alternativas disponíveis, a opção C é a que melhor respeita as categorias de precaução específicas.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Miguel tem parainfluenza e requer contato, enquanto Caio tem influenza A e é quem deve receber precaução por gotículas.
B) Incorreta. Enzo, com VSR, necessita precaução de contato. Manter influenza A em quarto compartilhado apenas com precaução de contato não controla adequadamente a transmissão por gotículas.
C) Correta (gabarito). Caio deve ficar no quarto de gotículas por influenza A, enquanto Enzo e Miguel permanecem no quarto compartilhado com precaução de contato e barreiras rigorosas.
D) Incorreta. A limitação estrutural não obriga recusar internação. É possível organizar os três leitos com precauções baseadas nos agentes, embora quarto individual para cada vírus fosse o cenário ideal.