Mulher, 26 anos de idade, apresenta diagnóstico de lesão epitelial de alto grau em colo uterino.
A pegadinha é confundir tratamento destrutivo com excisional: LEEP trata e entrega tecido para anatomopatológico.
NIC 3 deve ser tratada; NIC 2 admite observação apenas em situações selecionadas e com seguimento rigoroso.
Zona de transformação não totalmente visível, suspeita de invasão ou acometimento endocervical favorecem método excisional.
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Contexto
A imagem A mostra a excisão da zona de transformação com alça eletrocirúrgica, procedimento chamado LEEP ou cirurgia de alta frequência. Na lesão intraepitelial escamosa de alto grau confirmada, correspondente a NIC 2 ou NIC 3, o tratamento excisional remove o epitélio alterado e fornece uma peça para avaliação histológica das margens e pesquisa de microinvasão. Essa dupla finalidade diagnóstica e terapêutica é o ponto que diferencia a excisão dos métodos meramente destrutivos.
A Diretriz da OMS para prevenção do câncer do colo do útero de 2021 admite métodos excisionais ou ablativos conforme elegibilidade, mas a excisão é especialmente útil quando é necessário excluir invasão, quando a zona de transformação não está completamente visível ou quando há comprometimento endocervical. Em mulheres com NIC 3, o tratamento é obrigatório. Na NIC 2, observação pode ser discutida em casos selecionados com forte desejo reprodutivo, colposcopia adequada e seguimento rigoroso, mas esse não é o cenário cobrado.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). A alça retira a zona de transformação em bloco, tratando a lesão e permitindo análise anatomopatológica, avaliação de margens e exclusão de carcinoma microinvasor.
B) Incorreta. A figura representa destruição superficial por coagulação ou ablação. O método destrói o tecido e não fornece peça cirúrgica, o que limita a avaliação de profundidade, margens e invasão.
C) Incorreta. A biópsia dirigida retira apenas pequeno fragmento para diagnóstico. Ela não excisa toda a zona de transformação e não constitui o tratamento definitivo de uma lesão de alto grau já estabelecida.
D) Incorreta. A aplicação de uma sonda ablativa, como na crioterapia ou termocoagulação, pode ser utilizada apenas em lesões elegíveis, totalmente visíveis e sem suspeita de invasão. Não é o procedimento que melhor atende à necessidade diagnóstica e terapêutica apresentada.