Traumatismo cranioencefálico

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Questão 53
USP-SP · 2025

Mulher, 78 anos de idade, bateu a cabeça no chão há 2 horas, após escorregar. Nega perda de consciência e lembra de tudo que aconteceu. Tem ferimento cortocontuso frontal. Faz uso de losartana e hidroclorotiazida. Ao exame físico, encontra-se com a escala de coma de Glasgow de 15, pupilas sem alterações e com ferimento frontal de 2 cm. Após a realização da sutura,

qual é a conduta mais adequada?
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

Traumatismo craniano leve em pessoas idosas merece limiar baixo para tomografia porque atrofia cerebral aumenta o espaço intracraniano, permitindo hematomas inicialmente silenciosos, e os sinais clínicos podem aparecer tardiamente. A banca adota idade acima de 65 anos como fator suficiente para realizar tomografia de crânio sem contraste, mesmo com Glasgow 15.

Existe divergência entre regras atuais. A diretriz NICE de 2023 usa idade de 65 anos ou mais como critério de tomografia em pessoas que tiveram perda de consciência ou amnésia. Nesta paciente, esses eventos foram negados, e uma aplicação estrita desse algoritmo poderia permitir observação e orientações, na ausência de outros fatores. Outros protocolos de trauma mantêm indicação mais liberal de imagem em todo idoso com trauma craniano, devido ao risco de hemorragia oculta. O gabarito segue essa estratégia liberal e deve ser preservado.

A tomografia avalia hemorragia intracraniana, contusão e fratura. Ultrassonografia do nervo óptico apenas estima hipertensão intracraniana e não exclui lesão traumática. Internação ou reavaliação não substituem imagem quando ela foi indicada.

Alternativa por alternativa

A) Correta (gabarito). A tomografia sem contraste é o exame capaz de detectar hemorragia aguda e fratura. A resposta segue o protocolo de imagem liberal para trauma craniano em idosa.

B) Incorreta. Diâmetro da bainha do nervo óptico pode sugerir aumento da pressão intracraniana, mas não localiza nem exclui hematoma, contusão ou fratura.

C) Incorreta. Reavaliar em 24 horas sem imagem pode atrasar o diagnóstico de sangramento inicialmente assintomático no protocolo adotado pela questão.

D) Incorreta. Observação hospitalar pode ser necessária conforme suporte domiciliar e sintomas, mas não substitui a tomografia para excluir lesão estrutural.

Bizu MedBoard
  • Pegadinha: Glasgow 15 não exclui hemorragia intracraniana em idoso.

  • A banca usa idade avançada como indicação liberal de TC; alguns algoritmos atuais exigem também perda de consciência ou amnésia.

  • Ultrassom do nervo óptico não é método de triagem para sangramento traumático.

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Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Traumatismo cranioencefálico” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
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