Criança, do sexo masculino, 4 anos de idade, com diagnóstico prévio de asma, está com uma crise de broncoespasmo atual na UBS. Enquanto você prescrevia a medicação, percebeu que o pai cheirava a cigarro. Após confirmar que o pai é tabagista,
Pegadinha: entrevista motivacional não começa tentando convencer pelo medo.
Primeiro explore prontidão e ambivalência; depois forneça informação com permissão.
Perguntas abertas evocam fala de mudança e reduzem resistência.
A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.
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Contexto
A entrevista motivacional busca evocar razões próprias para mudança, reduzir resistência e respeitar autonomia. Após identificar que o pai fuma, a próxima etapa é avaliar prontidão e ambivalência, não iniciar uma palestra sobre riscos. A pergunta Você já pensou em parar de fumar? abre espaço para o usuário expressar interesse, dúvidas, experiências e barreiras.
A abordagem pode seguir os cinco A: perguntar, aconselhar, avaliar prontidão, ajudar e acompanhar. Na prática motivacional, usam-se perguntas abertas, escuta reflexiva, afirmações e resumos. A crise asmática da criança permite relacionar tabagismo passivo ao dano sem culpabilizar o pai, pois confronto e vergonha tendem a aumentar defesa e reduzir adesão.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). A pergunta explora a disposição para mudança de modo direto, aberto e não julgador, permitindo adaptar a conversa ao estágio motivacional.
B) Incorreta. Perguntar se já pensou nos riscos conduz a conversa para conhecimento e pode soar acusatório. Saber que fumar faz mal não significa estar pronto para parar.
C) Incorreta. Quantificar cigarros é importante para avaliar dependência, mas não é a melhor primeira pergunta motivacional após confirmar o tabagismo. Pode ser feita depois de estabelecer colaboração.
D) Incorreta. A associação entre fumo passivo e asma deve ser explicada, mas a formulação testa conhecimento e pode provocar defesa. Primeiro, é melhor explorar prontidão e pedir permissão para oferecer informação.