A cascata do cuidado contínuo do HIV (continuum of HIV care) é um parâmetro internacional do desempenho da atenção de saúde em HIV. Trata-se de uma representação gráfica, na qual as barras representam a proporção estimada de pessoas nas fases do cuidado, como exemplifica a figura a seguir:

Pegadinha: cascata usa denominador fixo da primeira etapa, não o número da etapa anterior.
Para transmissão vertical, o desfecho final é criança sem infecção entre as gestações expostas.
Denominador com todos os nascidos vivos dilui o grupo de risco e mascara falhas assistenciais.
A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.
O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.
Criar conta grátis
Contexto
Uma cascata de cuidado acompanha uma coorte desde a população inicial até o desfecho final. Na figura do HIV, todas as barras usam como denominador estimado as pessoas vivendo com HIV, não apenas quem alcançou a etapa imediatamente anterior. Por isso, cada queda representa a perda acumulada do sistema.
Na cascata da transmissão vertical da sífilis, a população inicial é o conjunto de gestantes infectadas. As etapas intermediárias podem incluir diagnóstico no pré-natal, vinculação ao cuidado, tratamento adequado e tratamento oportuno. O resultado final desejado é nascimento sem sífilis. Portanto, a última barra deve usar nascidos vivos sem sífilis no numerador e gestantes infectadas no denominador, preservando a lógica cumulativa da cascata.
Usar todos os nascidos vivos do território diluiria o problema com uma população que nunca esteve exposta. Usar apenas gestantes tratadas mediria eficácia entre quem chegou à terapia, mas esconderia perdas anteriores de diagnóstico e acesso.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Cura entre gestantes tratadas avalia resposta em uma etapa intermediária e exclui do denominador quem não foi diagnosticada ou tratada.
B) Incorreta. O numerador é materno e o denominador é neonatal, produzindo uma razão sem correspondência epidemiológica adequada.
C) Incorreta. Dividir nascidos vivos sem sífilis por todos os nascidos vivos gera um valor próximo de 100% e não mede desempenho entre as gestações realmente expostas à sífilis.
D) Correta (gabarito). A razão mantém como denominador a população inicial da cascata, as gestantes infectadas, e expressa o desfecho final de interesse, nascidos vivos sem sífilis.