Infecções sexualmente transmissíveis

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Questão 39
USP-SP · 2025

A cascata do cuidado contínuo do HIV (continuum of HIV care) é um parâmetro internacional do desempenho da atenção de saúde em HIV. Trata-se de uma representação gráfica, na qual as barras representam a proporção estimada de pessoas nas fases do cuidado, como exemplifica a figura a seguir: 

Figura da questão 39 da USP-SP 2025
Figura da questão

A utilidade da cascata para avaliar o desempenho da atenção em saúde fez com que o modelo passasse a ser utilizado para vários agravos, entre eles a sífilis congênita. Sabendo que o tratamento adequado e oportuno da sífilis na gestante tem alta efetividade, qual deve ser a estimativa da proporção da última barra da cascata da transmissão vertical de sífilis?
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

Uma cascata de cuidado acompanha uma coorte desde a população inicial até o desfecho final. Na figura do HIV, todas as barras usam como denominador estimado as pessoas vivendo com HIV, não apenas quem alcançou a etapa imediatamente anterior. Por isso, cada queda representa a perda acumulada do sistema.

Na cascata da transmissão vertical da sífilis, a população inicial é o conjunto de gestantes infectadas. As etapas intermediárias podem incluir diagnóstico no pré-natal, vinculação ao cuidado, tratamento adequado e tratamento oportuno. O resultado final desejado é nascimento sem sífilis. Portanto, a última barra deve usar nascidos vivos sem sífilis no numerador e gestantes infectadas no denominador, preservando a lógica cumulativa da cascata.

Usar todos os nascidos vivos do território diluiria o problema com uma população que nunca esteve exposta. Usar apenas gestantes tratadas mediria eficácia entre quem chegou à terapia, mas esconderia perdas anteriores de diagnóstico e acesso.

Alternativa por alternativa

A) Incorreta. Cura entre gestantes tratadas avalia resposta em uma etapa intermediária e exclui do denominador quem não foi diagnosticada ou tratada.

B) Incorreta. O numerador é materno e o denominador é neonatal, produzindo uma razão sem correspondência epidemiológica adequada.

C) Incorreta. Dividir nascidos vivos sem sífilis por todos os nascidos vivos gera um valor próximo de 100% e não mede desempenho entre as gestações realmente expostas à sífilis.

D) Correta (gabarito). A razão mantém como denominador a população inicial da cascata, as gestantes infectadas, e expressa o desfecho final de interesse, nascidos vivos sem sífilis.

Bizu MedBoard
  • Pegadinha: cascata usa denominador fixo da primeira etapa, não o número da etapa anterior.

  • Para transmissão vertical, o desfecho final é criança sem infecção entre as gestações expostas.

  • Denominador com todos os nascidos vivos dilui o grupo de risco e mascara falhas assistenciais.

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Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Infecções sexualmente transmissíveis” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
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