Foi realizado um estudo transversal de base populacional na cidade de Pelotas, no sul do Brasil. Todos os indivíduos com idades entre 10 e 19 anos de idade que residiam nas moradias selecionadas foram convidados a participar do estudo. Para identificar depressão, foi aplicado o instrumento PHQ-9 (Patient Health Questionnaire – 9). Foram avaliados 359 adolescentes do sexo masculino e 384 do sexo feminino, dos quais 50 meninos e 76 meninas foram diagnosticados com depressão, conforme tabela a seguir:
Pegadinha: porcentagem de doentes em estudo transversal é prevalência, mesmo quando os grupos são comparados.
Prevalência usa casos existentes; incidência usa casos novos.
Pessoa-tempo aparece apenas na densidade de incidência.
A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.
O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.
Criar conta grátis
Contexto
Estudo transversal mede exposição e desfecho em uma população em um ponto ou período definido, sem acompanhar o surgimento de casos novos. A última coluna foi calculada dividindo o número de adolescentes com depressão pelo total de adolescentes de cada sexo.
Essas proporções representam prevalência de depressão no momento da avaliação. O PHQ-9 identifica casos existentes na amostra, mas o desenho não estabelece quando a depressão começou nem mede velocidade de aparecimento.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Incidência exige identificar casos novos entre pessoas inicialmente sem o desfecho e acompanhar um intervalo de tempo.
B) Correta (gabarito). A proporção de participantes que apresentavam depressão na avaliação transversal é uma prevalência.
C) Incorreta. Risco relativo é uma razão entre incidências ou riscos cumulativos de dois grupos. A tabela mostra frequências dentro de cada sexo, sem acompanhamento temporal.
D) Incorreta. Densidade de incidência usa casos novos no numerador e pessoa-tempo no denominador. Não há pessoa-tempo em um estudo transversal.