Patologias inguinoescrotais

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Questão 111
USP-SP · 2025

Lactente previamente hígido comparece à primeira consulta médica aos 2 meses de idade. Ao exame clínico, nota-se que o testículo direito não é palpável no escroto nem no canal inguinal. O testículo esquerdo encontra-se tópico. Não há outras alterações no exame físico.

Qual é a conduta mais adequada no momento desta consulta?
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

O lactente tem criptorquidia unilateral com testículo direito não palpável, mas está com apenas 2 meses. Parte dos testículos que não estavam no escroto ao nascimento ainda desce espontaneamente nos primeiros meses, sobretudo até 3 meses de idade corrigida. Após 6 meses, a descida espontânea torna-se improvável.

A Diretriz da American Urological Association de 2025 recomenda encaminhar ao especialista os lactentes cujo testículo não tenha descido até 6 meses de idade corrigida. A orquidopexia deve ser realizada nos meses seguintes, idealmente entre 6 e 12 meses e, no máximo, até 18 meses, para preservar potencial germinativo e facilitar seguimento.

Ultrassonografia não deve ser solicitada antes do encaminhamento, pois tem baixa capacidade de localizar testículo intra-abdominal e raramente modifica a conduta. Avaliação endócrina e genética é urgente quando ambos os testículos são não palpáveis, especialmente se houver hipospádia ou ambiguidade genital, o que não ocorre neste caso.

Alternativa por alternativa

A) Incorreta. O encaminhamento cirúrgico será necessário se a criptorquidia persistir aos 6 meses de idade corrigida. Aos 2 meses, ainda há possibilidade real de descida espontânea.

B) Incorreta. Endocrinologia é prioritária em testículos bilateralmente não palpáveis ou sinais de diferença do desenvolvimento sexual. A ausência unilateral isolada não exige essa avaliação inicial.

C) Correta (gabarito). A conduta neste momento é observar e repetir o exame nas consultas seguintes, documentando a posição testicular e encaminhando se não houver descida até 6 meses corrigidos.

D) Incorreta. Ultrassonografia de bolsa e abdome não localiza com segurança o testículo não palpável e não deve atrasar a avaliação cirúrgica quando ela se tornar indicada.

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  • A pegadinha é solicitar ultrassom para encontrar o testículo: imagem não é recomendada antes do especialista.

  • Aos 2 meses, observar; persistência aos 6 meses corrigidos exige encaminhamento.

  • Orquidopexia deve ser concluída idealmente até 12 meses e, no máximo, até 18 meses.

  • Dois testículos não palpáveis com ambiguidade genital constituem urgência diagnóstica endócrina.

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Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Patologias inguinoescrotais” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
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