Reanimação cardiopulmonar pediátrica (PALS)

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Questão 112
USP-SP · 2025

Paciente, 2 anos de idade, do sexo feminino, portadora de erro inato do metabolismo, foi trazida ao departamento de emergência pelo responsável devido a quadro de sonolência e vômitos há um dia. Responsável refere que hoje não conseguiu acordá-la. Foi levada para a sala de emergência arresponsiva, apresentando respiração irregular, FR de 10 ipm, pulsos centrais finos, com FC de 45 bpm. Após terem sido iniciadas ventilações com pressão positiva na frequência de 25 ipm, a paciente mantinha pulso central fino e apresentava os dados de monitorização a seguir:

Figura da questão 112 da USP-SP 2025
Figura da questão

Com base nos dados fornecidos, a conduta indicada nesse momento é:
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

A criança está arresponsiva, com respiração irregular, pulsos centrais finos, frequência cardíaca de 45 bpm e hipotensão. Após ventilação com pressão positiva, a bradicardia e a má perfusão persistem. Esse quadro representa bradicardia com comprometimento cardiopulmonar grave e débito cardíaco insuficiente.

O algoritmo de Bradicardia Pediátrica da American Heart Association e da American Academy of Pediatrics de 2025 determina início de ressuscitação cardiopulmonar quando a frequência cardíaca permanece abaixo de 60 bpm apesar de oxigenação e ventilação adequadas. Devem ser iniciadas compressões de alta qualidade, obtido acesso intravenoso ou intraósseo e administrada adrenalina conforme o algoritmo, enquanto se investigam causas reversíveis, incluindo hipóxia, distúrbios metabólicos, hipotermia e toxinas.

A ventilação é a primeira medida porque a causa mais frequente de bradicardia pediátrica é hipóxia. Entretanto, quando 25 ventilações por minuto não elevam a frequência e continuam presentes hipotensão, pulso fino e alteração neurológica, não se deve postergar as compressões para realizar outro procedimento.

Alternativa por alternativa

A) Incorreta. Adrenalina pode ser necessária durante a ressuscitação, mas a infusão contínua não substitui o início imediato de compressões em frequência abaixo de 60 bpm com má perfusão.

B) Incorreta. A via aérea avançada poderá ser obtida durante a estabilização, especialmente pela respiração irregular. Contudo, a ventilação já foi iniciada e a prioridade diante da bradicardia persistente com choque é começar compressões sem atraso.

C) Correta (gabarito). Frequência cardíaca de 45 bpm, hipotensão e pulso fino apesar de ventilação com pressão positiva preenchem o critério para início imediato de compressões torácicas.

D) Incorreta. Atropina é indicada principalmente para bradicardia por aumento do tônus vagal ou bloqueio atrioventricular primário. Não é a medida principal em bradicardia hipóxica ou metabólica com má perfusão.

Bizu MedBoard
  • A pegadinha é esperar ausência de pulso: em pediatria, frequência abaixo de 60 com má perfusão apesar de ventilação já indica compressões.

  • Primeiro ventile, pois hipóxia é a causa mais frequente de bradicardia infantil.

  • Atropina é para mecanismo vagal ou bloqueio atrioventricular, não para toda bradicardia.

  • Durante a RCP, trate simultaneamente causas reversíveis e administre adrenalina pelo acesso intravenoso ou intraósseo.

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Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Reanimação cardiopulmonar pediátrica (PALS)” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
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