Mulher, 67 anos de idade, notou lesão pigmentada na face anterior da perna esquerda. Foi realizada biópsia excisional que revelou tratar-se de melanoma com Breslow de 4,5 mm e ulceração.
Pegadinha central: melanoma T4b exige pensar ao mesmo tempo em estadiamento sistêmico e tratamento locorregional.
Espessura maior que 2 mm pede margem de 2 cm.
Linfonodo sentinela é indicado em doença clinicamente N0 com risco significativo de micrometástase.
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Contexto
Breslow de 4,5 mm com ulceração classifica o tumor primário como T4b, de alto risco para comprometimento linfonodal e metástase à distância. Por isso, a prova prioriza estadiamento sistêmico com tomografia de tórax, abdome e pelve antes da definição completa do tratamento.
Existe uma nuance atual. Diretrizes contemporâneas também recomendam ampliação de margem de 2 cm e oferta de pesquisa de linfonodo sentinela para melanoma clinicamente N0 com espessura superior a 0,8 mm. Em estágio IIB ou IIC, imagem basal pode ser considerada ou recomendada conforme a sociedade e o contexto. O gabarito deve ser mantido porque pergunta o próximo passo e oferece a tomografia como alternativa de estadiamento do T4b, mas a alternativa B descreve um componente indispensável do manejo locorregional que normalmente será realizado.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Margem de 1 cm é insuficiente para melanoma com mais de 2 mm de espessura.
B) Incorreta. Margem de 2 cm e linfonodo sentinela estão corretos para o tratamento locorregional, porém a questão considera prioritário o estadiamento sistêmico inicial do tumor T4b. Na prática atual, ambas as etapas integram a condução.
C) Incorreta. Ultrassom inguinal avalia a cadeia regional, mas não substitui estadiamento de tórax, abdome e pelve. Ressonância de abdome total não é o protocolo rotineiro apresentado.
D) Correta (gabarito). A tomografia contrastada investiga metástases viscerais em melanoma espesso e ulcerado, informação que pode modificar a estratégia cirúrgica e sistêmica.