Mulher, 36 anos de idade, HIV-positiva, com carga viral indetectável e CD4 = 830 células/mm3. Não teve alterações em duas citologias cervicovaginais oncológicas anteriores.
Pegadinha: a questão cobra o protocolo citológico antigo; a diretriz brasileira de 2025 migrou para DNA-HPV primário.
No protocolo antigo: duas citologias semestrais normais, depois citologia anual.
No protocolo de 2025: DNA-HPV após início da atividade sexual e novo teste em três anos se negativo.
HIV não indica colposcopia de rotina com rastreamento normal.
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Contexto
O gabarito foi construído com a estratégia citológica das Diretrizes do INCA de 2016: em mulheres vivendo com HIV, realizavam-se duas citologias semestrais no primeiro ano e, se ambas fossem normais, seguimento anual. Controle virológico e CD4 elevado reduzem risco, mas não igualam completamente a paciente à população de risco habitual; por isso, o rastreamento não era espaçado para três ou cinco anos.
Há mudança de diretriz que precisa ser explicitada. As Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero de 2025 passaram a recomendar teste primário de DNA-HPV oncogênico para mulheres vivendo com HIV após o início da atividade sexual, com repetição em três anos após resultado negativo e colposcopia para qualquer DNA-HPV oncogênico detectável. Portanto, onde o programa de DNA-HPV já foi implementado, nenhuma alternativa reproduz integralmente a recomendação atual. Mantém-se A porque é o gabarito fixo baseado no protocolo citológico anterior.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). Pela estratégia citológica utilizada pela questão, duas citologias prévias normais permitem passar ao rastreamento anual em mulher com HIV.
B) Incorreta. Coteste a cada três anos não era a recomendação do protocolo citológico anterior. Na diretriz brasileira de 2025, o exame preferido é DNA-HPV primário, e não associação rotineira de citologia com HPV.
C) Incorreta. Colposcopia não é exame de rastreamento anual em paciente assintomática com testes normais. É indicada após resultado de triagem alterado ou achado clínico suspeito.
D) Incorreta. Intervalo de cinco anos é o usado após DNA-HPV negativo na população de risco habitual. Para mulheres com HIV, a diretriz brasileira de 2025 recomenda intervalo de três anos.