O gráfico a seguir mostra a mortalidade ajustada por idade por COVID-19 no município de São Paulo, tomando como população padrão o total de habitantes na cidade no período de março a dezembro de 2020, identificando as diferenças segundo raça e sexo.

Pegadinha central: padronizar por idade não ajusta condições sociais.
A taxa ajustada responde como seria a mortalidade se os grupos tivessem a mesma estrutura etária.
Taxa padronizada serve para comparação; taxa bruta descreve a carga real observada.
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Contexto
A mortalidade por COVID-19 aumenta acentuadamente com a idade. Se um grupo tem maior proporção de idosos, sua taxa bruta tende a ser mais alta mesmo que as taxas específicas por idade sejam iguais às de outro grupo. A padronização remove esse efeito de composição e permite comparar raça e sexo como se todos os grupos tivessem a mesma distribuição etária.
Na padronização direta, aplicam-se as taxas específicas por idade de cada grupo a uma única população padrão e somam-se os óbitos esperados. O resultado é uma taxa hipotética adequada para comparação, não a mortalidade observada de uma população real. O procedimento ajusta idade, mas não corrige automaticamente renda, acesso, ocupação, território, racismo ou outras desigualdades.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. A padronização não incorpora expectativa de vida ao cálculo. Ela utiliza estratos etários e uma distribuição padrão comum.
B) Incorreta. O objetivo não é tornar mais acurada a estimativa dentro de cada faixa etária, mas neutralizar diferenças na proporção de pessoas em cada faixa entre os grupos comparados.
C) Correta (gabarito). Como a população branca tende a ter estrutura etária mais envelhecida, a comparação por taxas brutas seria confundida pela idade. A padronização permite comparar grupos com distribuições etárias distintas.
D) Incorreta. Desigualdades socioeconômicas podem explicar parte das diferenças de mortalidade, mas não são ponderadas pela padronização etária.