
Pegadinha central: mortalidade proporcional descreve a distribuição dos óbitos, não o risco de morrer.
Para risco, use taxa com população no denominador.
Para grupos com idades diferentes, prefira taxa padronizada ou ajustada por idade.
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Contexto
Risco de morte é uma medida de frequência que exige um numerador de óbitos relacionado ao tamanho da população sob risco. Por isso, a comparação deve utilizar a taxa de mortalidade, e não o número absoluto de óbitos nem a mortalidade proporcional. Quando as estruturas etárias são diferentes, a taxa ajustada por idade permite uma comparação mais justa.
Na tabela, as taxas ajustadas são 3,2 por mil habitantes na População 1, 5,1 por mil na População 2 e 4,5 por mil na População 3. Assim, a População 2 apresenta o maior risco de morte. A mortalidade proporcional informa apenas qual parcela do total de óbitos pertence a cada grupo, sendo influenciada pelo número e pelo tamanho relativo dos grupos.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Mortalidade proporcional de 48,5% significa que quase metade dos óbitos registrados ocorreu na População 1. Isso não informa a probabilidade de um integrante desse grupo morrer.
B) Incorreta. Dez mil óbitos é o maior número absoluto, mas grupos maiores tendem a acumular mais eventos mesmo quando o risco individual é menor.
C) Correta (gabarito). A População 2 tem a maior taxa de mortalidade ajustada, 5,1 por mil habitantes, que é a medida apropriada para comparar risco entre os grupos.
D) Incorreta. As populações podem ser comparadas porque as taxas foram relacionadas aos respectivos denominadores e ajustadas por idade.