Homem, 28 anos de idade, foi vítima de queda de motocicleta. Na admissão intra-hospitalar, está consciente e estável hemodinamicamente. Ao exame físico, tem deformidade da coxa esquerda, com ausência de pulso distal, diminuição da temperatura e palidez. Relata intensa dor no membro inferior esquerdo. O exame radiológico pode ser observado na imagem a seguir:

Pegadinha central: não confunda revascularização definitiva com shunt temporário.
Fratura instável deve ser estabilizada para não destruir o reparo arterial.
Se a estabilização atrasar reperfusão de membro ameaçado, shunt temporário pode antecipar o retorno do fluxo.
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Contexto
Ausência de pulso, palidez, redução da temperatura e dor intensa após fratura constituem sinais de isquemia aguda e exigem tratamento operatório imediato. Em fratura instável associada a lesão arterial, a reconstrução vascular definitiva precisa ser protegida contra tração, angulação e nova ruptura provocadas pela movimentação do foco ósseo.
Na sequência clássica cobrada pela questão, realiza-se estabilização cirúrgica rápida da fratura e, em seguida, reparo arterial definitivo. As diretrizes ESVS de trauma vascular de 2025 acrescentam uma ressalva importante: se a fixação atrasar a reperfusão ou o tempo de isquemia já for prolongado, deve-se considerar um shunt vascular temporário antes da estabilização, seguido da reconstrução definitiva. Entre as opções apresentadas, a fixação seguida da revascularização é a melhor estratégia.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Revascularização definitiva antes de estabilizar um foco ósseo muito instável deixa a anastomose exposta a deslocamento, tração e nova lesão. Um shunt temporário seria diferente de uma reconstrução definitiva.
B) Incorreta. Redução e tala podem ser medidas iniciais de emergência, mas a imagem mostra fratura grave e instável. A alternativa não oferece estabilização definitiva capaz de proteger o reparo vascular.
C) Incorreta. O cateter de Fogarty trata trombo ou êmbolo intraluminal selecionado. O mecanismo traumático com fratura e interrupção arterial sugere lesão estrutural, que pode exigir exploração e reconstrução.
D) Correta (gabarito). A fixação cirúrgica controla o foco instável e cria condições mecânicas para uma revascularização definitiva protegida.