Homem, 45 anos de idade, submetido a gastroplastia em Y de Roux para tratamento de obesidade há 2 anos, com perda de 40 kg. Em exame de rotina, foi feito o diagnóstico de colelitíase e coledocolitíase.
Pegadinha central: bypass em Y de Roux muda o acesso à papila e muda o algoritmo da coledocolitíase.
Exploração laparoscópica pode tratar vesícula e colédoco no mesmo ato.
CPRE só é opção se houver técnica especial para a anatomia alterada.
A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.
O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.
Criar conta grátis
Contexto
Após bypass gástrico em Y de Roux, o estômago excluso e o longo trajeto intestinal impedem que o duodenoscópio convencional alcance facilmente a papila. Por isso, a CPRE tradicional deixa de ser a estratégia simples usada em anatomia normal. As opções incluem exploração laparoscópica do colédoco durante colecistectomia, CPRE assistida por laparoscopia, enteroscopia de duplo balão e acesso transgástrico guiado por ecoendoscopia, conforme experiência do centro.
Entre as alternativas, colecistectomia associada à exploração cirúrgica do colédoco permite tratar em um único tempo a vesícula e os cálculos da via biliar. A escolha entre acesso transcístico e coledocotomia depende do número, tamanho e localização dos cálculos, diâmetro do colédoco e habilidade da equipe.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Colangiografia transparietohepática é via diagnóstica e terapêutica alternativa quando os acessos endoscópico e cirúrgico não são possíveis, mas não é a primeira sequência em paciente operável.
B) Correta (gabarito). Colecistectomia com exploração do colédoco resolve colelitíase e coledocolitíase sem depender do acesso convencional à papila.
C) Incorreta. CPRE convencional é tecnicamente inviável ou muito difícil após Y de Roux. Técnicas avançadas poderiam torná-la possível, mas isso não está especificado na alternativa.
D) Incorreta. Litotripsia extracorpórea não é tratamento padrão isolado para cálculos do colédoco e não garante drenagem biliar.