Um ensaio clínico randomizado estudou a associação entre o uso de sotatercept e morte em pacientes com hipertensão arterial pulmonar classes II e III. Os pacientes foram randomizados em dois grupos: 84 pacientes receberam sotatercept e 86 placebo, a cada três semanas, durante 11 meses. Os resultados do estudo encontram-se a seguir:

A pegadinha é usar redução relativa: NNT = 1 dividido pela redução absoluta do risco.
Converta o percentual em proporção antes de inverter: 6,8% corresponde a 0,068.
O NNT é sempre arredondado para o inteiro imediatamente superior e vale para o período observado, aqui 11 meses.
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Contexto
O número necessário para tratar, NNT, informa quantos pacientes precisam receber a intervenção durante o período estudado para prevenir um evento adicional. Ele é o inverso da redução absoluta do risco, não da redução relativa.
Portanto, durante os 11 meses do ensaio, é necessário tratar 15 pacientes com sotatercept para evitar uma morte adicional em comparação com placebo. O NNT sempre deve ser interpretado junto ao desfecho, à população e ao tempo de seguimento.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). A redução absoluta do risco é aproximadamente 6,8%, e seu inverso é 14,7. Como não se trata fração de paciente, arredonda-se para cima, obtendo NNT igual a 15.
B) Incorreta. O valor 53 não resulta do inverso da redução absoluta do risco. Usar percentuais relativos ou manipular diretamente o número de eventos produz um NNT errado.
C) Incorreta. O número 84 é apenas o total de participantes que recebeu sotatercept. Ele não informa quantos precisam ser tratados para evitar um evento, nem significa prevenção de morte em 15% dos tratados.
D) Incorreta. O ensaio não mostrou prevenção de morte em 53% dos pacientes. A diferença absoluta foi de aproximadamente 6,8 pontos percentuais, e a redução relativa também não deve ser confundida com benefício absoluto individual.