Criança, sexo masculino, 2 anos de idade, previamente hígida, iniciou quadro de coriza e febre de até 38 °C há três dias, com evolução para tosse seca, intensa e estridente há um dia. Paciente foi levado de madrugada à unidade de emergência devido à dificuldade para respirar há cerca de 30 minutos. Ao exame, foi notada tiragem subdiafragmática e de fúrcula, com dificuldade e ruído inspiratório, audível em repouso.
Pegadinha central: estridor localiza a obstrução na via aérea superior; sibilo aponta para via intratorácica.
Crupe acomete a subglote e piora o fluxo inspiratório.
Estridor em repouso é marcador de maior gravidade e indica adrenalina nebulizada além do corticoide.
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Contexto
Pródromo viral, tosse seca e estridente, rouquidão e estridor inspiratório indicam laringotraqueíte viral. A inflamação concentra-se na região subglótica, circundada pelo anel cricoide, segmento pouco complacente e estreito na criança. Pequena redução do raio eleva intensamente a resistência ao fluxo, razão pela qual edema discreto pode produzir grande desconforto.
A obstrução é extratorácica. Durante a inspiração, a pressão intraluminal torna-se mais negativa e favorece estreitamento dinâmico da via aérea superior, produzindo estridor inspiratório. A imagem B localiza a obstrução na laringe e representa fluxo turbulento nessa região. Estridor em repouso com retrações caracteriza ao menos quadro moderado e geralmente requer dexametasona e adrenalina nebulizada, além de observação da resposta.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. A imagem representa acometimento distal ou alveolar. Doenças desse nível produzem estertores, hipoxemia ou sibilância, não tosse metálica com estridor inspiratório.
B) Correta (gabarito). A figura mostra estreitamento laríngeo ou subglótico, local anatômico da laringotraqueíte e causa de limitação predominante ao fluxo inspiratório.
C) Incorreta. Obstrução de brônquios intratorácicos é típica de asma e bronquiolite, com sibilância principalmente expiratória e aprisionamento aéreo.
D) Incorreta. A figura sugere obstrução focal mais baixa da via aérea central, como corpo estranho, e não o edema subglótico difuso associado ao pródromo viral.