Homem e sua companheira iniciaram tratamento para tuberculose pulmonar há 7 dias. A equipe da unidade básica de saúde realiza visita domiciliar a fim de avaliar os contactantes domiciliares do caso. Na casa, além do casal, mora a filha com 26 dias de vida, assintomática, com bom ganho de peso, em aleitamento materno exclusivo, vacinação de acordo com o calendário vacinal do Programa Nacional de Imunização.
A pegadinha é esperar positivar o teste: recém-nascido contactante precisa de proteção durante a janela imunológica.
Antes de tratar ILTB, sempre exclua tuberculose ativa, pois o esquema e a duração são diferentes.
BCG não substitui investigação de contato nem tratamento preventivo após exposição domiciliar.
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Contexto
Recém-nascidos expostos no domicílio a adultos com tuberculose pulmonar têm risco elevado de progressão rápida para formas graves, especialmente tuberculose miliar e meníngea. As recomendações do Ministério da Saúde para tratamento preventivo da tuberculose priorizam proteção imediata nessa faixa etária, porque prova tuberculínica ou IGRA podem permanecer negativos durante a janela imunológica.
Na prática, a criança deve ser avaliada para excluir tuberculose ativa por história, exame clínico e investigação complementar conforme o protocolo. Estando assintomática e sem evidência de doença, inicia-se tratamento preventivo, tradicionalmente descrito no recém-nascido como quimioprofilaxia primária. Depois do período recomendado, a exposição e a infecção são reavaliadas para definir continuidade do esquema.
A vacinação com BCG já realizada não elimina a necessidade de manejo do contato. Ela protege principalmente contra formas graves da infância, mas não impede infecção nem substitui tratamento preventivo após exposição intensa.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. A prova tuberculínica pode fazer parte da reavaliação, mas não deve ser a única conduta imediata em um recém-nascido recentemente exposto, pois um resultado negativo inicial pode refletir janela imunológica.
B) Correta (gabarito). Após exclusão de tuberculose ativa, a criança deve receber tratamento preventivo para ILTB, dada a exposição domiciliar e o risco excepcionalmente alto de adoecimento grave nessa idade.
C) Incorreta. O IGRA não é o exame preferencial para um recém-nascido e também pode ser negativo no início da exposição. Ele não substitui a proteção preventiva indicada.
D) Incorreta. A radiografia de tórax pode integrar a exclusão de doença ativa, mas solicitá-la isoladamente não completa o manejo. A pergunta exige a conduta preventiva central para a criança assintomática.