Durante o atendimento em sala de parto, um recém-nascido apresentou-se hipotônico e sem choro ao nascer. Foi realizado o clampeamento imediato do cordão umbilical, seguido da aplicação dos passos iniciais de reanimação neonatal. A seguir, a avaliação da FC revelou 30 bpm, associada à ausência de movimentos respiratórios. Iniciada ventilação com pressão positiva com máscara, o paciente foi monitorizado e não apresentou melhora após correção da técnica.
Pegadinha central: na reanimação neonatal, bradicardia é tratada primeiro garantindo ventilação efetiva.
Falha da máscara após correção técnica: considerar tubo traqueal ou máscara laríngea.
Frequência cardíaca abaixo de 60 após ventilação efetiva indica compressões 3 para 1 com oxigênio a 100%.
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Contexto
Frequência cardíaca de 30 bpm e apneia indicam hipóxia grave. Na reanimação neonatal, a intervenção decisiva é ventilação pulmonar efetiva. Quando a ventilação com máscara não eleva a frequência cardíaca apesar das manobras corretivas, deve-se estabelecer uma via aérea alternativa, preferencialmente por intubação traqueal, ou por máscara laríngea quando a intubação não é possível, não está disponível ou não é bem-sucedida.
As Diretrizes AHA e AAP de Reanimação Neonatal de 2025 orientam considerar tubo traqueal ou máscara laríngea diante de ventilação ineficaz por máscara. Como o recém-nascido é a termo, a máscara laríngea é uma opção válida. Para intubação neonatal utiliza-se laringoscópio com lâmina reta, geralmente tamanho 1 no termo, e cânula traqueal neonatal sem balonete. Com frequência cardíaca inferior a 60 bpm após ventilação efetiva, iniciam-se também compressões torácicas coordenadas na relação 3 para 1, preferencialmente com via aérea avançada instalada.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). A imagem reúne máscara laríngea neonatal, laringoscópio com lâmina reta e cânula traqueal sem balonete, dispositivos compatíveis com o próximo passo para garantir ventilação efetiva.
B) Incorreta. Embora mostre máscara laríngea, associa lâmina curva e cânula com balonete, conjunto que não corresponde ao material padrão da intubação na sala de parto neonatal.
C) Incorreta. A cânula orofaríngea pode auxiliar em situações selecionadas, como obstrução por língua, mas não substitui a via aérea avançada necessária após falha da ventilação com máscara neste recém-nascido gravemente bradicárdico.
D) Incorreta. Além de apresentar cânula orofaríngea em vez de máscara laríngea, inclui material de intubação inadequado ao padrão neonatal. O caso exige dispositivo capaz de assegurar ventilação pulmonar efetiva.