Criança, sexo masculino, 3 anos e 7 meses de vida, comparece à consulta com a pediatra após infecção urinária, adequadamente diagnosticada no pronto-socorro com exame de urina. Na ocasião, referia febre, dor abdominal e náusea; foi prescrita antibioticoterapia, com melhora dos sintomas em menos de 48 horas. Nega infecções urinárias prévias. A paciente realizou ultrassonografia e compareceu à consulta devido à infecção e à ultrassonografia apresentada a seguir:

Pegadinha central: primeira ITU febril não exige uretrocistografia em todos, mas ultrassom anormal muda a conduta.
Uretrocistografia miccional é o exame anatômico para refluxo vesicoureteral.
Diário e urodinâmica estudam função vesical; não substituem a pesquisa de refluxo.
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Contexto
A criança teve primeira infecção urinária febril, compatível com pielonefrite, e respondeu ao antibiótico em menos de 48 horas. O ultrassom, porém, mostra dilatação importante do sistema coletor, achado que exige investigação anatômica adicional mesmo após episódio típico.
A diretriz de Urologia Pediátrica da EAU recomenda uso seletivo da uretrocistografia miccional após infecção urinária febril, incluindo crianças com ultrassonografia anormal. Esse exame preenche a bexiga com contraste e registra as fases de enchimento e micção, permitindo diagnosticar refluxo vesicoureteral e avaliar a uretra. A imagem da alternativa C mostra contraste ascendendo pelos ureteres, representação típica da uretrocistografia miccional.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. O diário miccional avalia frequência, volumes, urgência e perdas urinárias. É útil em disfunções do trato urinário inferior, mas não esclarece hidronefrose após pielonefrite.
B) Incorreta. Estudo urodinâmico mede pressão e fluxo durante enchimento e esvaziamento vesical. É reservado para suspeita de bexiga neurogênica ou disfunção miccional complexa, não para rastrear refluxo após ultrassom alterado.
C) Correta (gabarito). A uretrocistografia miccional é o exame de escolha para demonstrar refluxo vesicoureteral e avaliar uretra e bexiga neste cenário.
D) Incorreta. Tomografia abdominal expõe a criança a radiação e não é o método indicado para diagnosticar refluxo vesicoureteral. É reservada para complicações específicas, massa, cálculo ou abscesso quando outros exames não bastam.