Homem, 45 anos de idade, busca atendimento ambulatorial. Refere ter procurado o pronto-socorro 3 vezes nos últimos 4 meses, com crises de dor precordial, taquicardia, falta de ar, formigamento nas mãos e tontura. Durante as crises, que ocorriam quando ele estava em casa, ficava muito assustado achando que iria morrer. Nos atendimentos de urgência, realizou eletrocardiogramas, radiografias de tórax e exames de sangue de urgência que apresentaram resultados normais. Devido às crises, passou a evitar andar de elevador por ter medo de ter uma crise e não poder sair ou receber ajuda. Não há queixas descritas entre as crises.
Pegadinha central: pergunte do que a pessoa tem medo, do lugar ou de não conseguir escapar se passar mal.
Agorafobia formal exige pelo menos duas categorias de situações e duração de seis meses.
Transtorno de pânico pode existir com ou sem agorafobia.
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Contexto
As crises descritas são ataques de pânico recorrentes: início abrupto de taquicardia, dispneia, dor torácica, parestesias, tontura e medo de morrer, com avaliações clínicas repetidamente normais. A evitação do elevador ocorre porque o paciente teme ter nova crise em um lugar do qual seria difícil sair ou no qual poderia não receber ajuda. Esse conteúdo do medo é o núcleo da agorafobia.
Há uma ressalva diagnóstica atual. Pelo DSM 5 TR, agorafobia formal exige medo ou evitação de pelo menos duas categorias de situações e persistência por seis meses ou mais. O enunciado fornece apenas o elevador e não informa a duração da evitação. Assim, a alternativa A traduz a intenção clínica da prova e descreve comportamento agorafóbico, embora os dados não documentem todos os critérios formais.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). O medo central é não conseguir escapar ou receber ajuda caso uma crise ocorra, característica da evitação agorafóbica associada ao transtorno de pânico.
B) Incorreta. Na claustrofobia, o objeto primário do medo é o espaço fechado em si. Aqui, o elevador é evitado por receio das consequências de uma crise.
C) Incorreta. Transtorno de ansiedade generalizada exige preocupação excessiva, persistente e difusa em vários domínios por pelo menos seis meses. Não há sintomas relevantes entre as crises.
D) Incorreta. Fobia específica pode envolver elevadores, mas não explica tão bem a preocupação com ter pânico e não obter auxílio, que é o recorte típico de agorafobia.