Criança, sexo masculino, 6 anos de idade, portadora de asma não controlada, foi admitida na unidade de emergência em insuficiência respiratória devido à exacerbação asmática. O paciente recebeu corticosteroide sistêmico, salbutamol inalatório a cada 20 minutos por três vezes e sulfato de magnésio. Teve melhora, apenas discreta, e agora está recebendo β2-agonista endovenoso contínuo. Na evolução, o monitor do paciente começou a sinalizar alteração dos sinais vitais. As imagens a seguir apresentam os dados de monitorização dos últimos cinco minutos (prévio) e o do momento atual.
Prévio:

Atual:

Pegadinha central: taquicardia supraventricular instável não espera manobra vagal nem adenosina.
Cardioversão sincronizada: 0,5 a 1 J/kg; se falhar, 2 J/kg.
Choque sincronizado acompanha a onda R; desfibrilação não sincronizada é reservada para ritmos sem pulso ou situações específicas.
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Contexto
O monitor mostra mudança abrupta de frequência cardíaca de 144 para 198 bpm, ritmo regular de complexos estreitos e queda da pressão de 88 por 49 para 77 por 38 mmHg. Em uma criança de 6 anos, frequência próxima ou superior a 180 bpm, início abrupto e pouca variabilidade favorecem taquicardia supraventricular em vez de taquicardia sinusal. A infusão contínua de beta-2 agonista pode precipitar taquiarritmia, além de hipocalemia e acidose láctica.
A hipotensão demonstra comprometimento cardiopulmonar. As diretrizes AHA e AAP de Suporte Avançado de Vida Pediátrico de 2025 recomendam cardioversão elétrica sincronizada imediata na taquicardia supraventricular instável, começando com 0,5 a 1 joule por quilograma e aumentando para 2 joules por quilograma se necessário. A descarga deve estar sincronizada com a onda R. Sedação pode ser feita se o estado clínico permitir, sem atrasar o choque.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Soprar contra uma seringa é manobra vagal e pode ser tentado na taquicardia supraventricular estável. A hipotensão exige terapia elétrica sem atraso.
B) Incorreta. Intubação pode ser necessária se houver falência ventilatória pela asma, mas não corrige a arritmia responsável pela piora hemodinâmica demonstrada no monitor.
C) Incorreta. Punção torácica de alívio é indicada em pneumotórax hipertensivo, que cursaria com assimetrias respiratórias e choque obstrutivo. O evento documentado é taquiarritmia regular.
D) Correta (gabarito). A imagem representa cardioversão elétrica sincronizada, procedimento urgente para taquicardia supraventricular com pulso e hipotensão.